Football Leaks. Buscas do Ministério Público na Polícia Judiciária já terminaram

Football Leaks. Buscas do Ministério Público na Polícia Judiciária já terminaram

As buscas do Ministério Público na Unidade de Prevenção e Apoio Tecnológico (UPAD) da PJ em Loures terminaram ao fim de quatro horas. O gabinete de Carlos Cabreiro foi alvo de buscas.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: RTP

As diligências começaram cerca das 9h00 e terminaram às 13h00, na altura em que foram divulgados os comunicados do Ministério Público e da PJ. 

As buscas estavam relacionadas com a denúncia de escutas ilegais no processo Football Leaks. O gabinete de Carlos Cabreiro, diretor da Polícia Judiciária, foi alvo de buscas.
Nas buscas os procuradores do Ministério Público procuraram registos que provem a realização de uma escuta ilegal a Aníbal Pinto. 

O inquérito foi aberto na sequência de uma denúncia apresentada à PGR relacionada com o processo Football Leaks, segundo a qual o atual diretor da PJ prestou falsas declarações em tribunal quando disse que não foram feitas escutas ambientais na investigação a Rui Pinto, que terminou com a condenação a pena suspensa do hacker e dos seu ex-advogado, Aníbal Pinto.

Este processo, que foi julgado em 2023, envolveu casos de acesso indevido e violação de correspondência de entidades como o Sporting, a Doyen (fundo de investimentos ligados ao futebol), a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a PGR.

De acordo com a queixa, estão em causa gravações, que terão sido autorizadas por Carlos Cabreiro, de um encontro em 2015 numa área de serviço na autoestrada A5 (Lisboa-Cascais) entre Aníbal Pinto e outros intervenientes no processo, que terá sido decisivo para a PJ chegar à identificação de Rui Pinto.

Carlos Cabreiro, diretor nacional da PJ desde abril de 2026, era à data da diligência sob suspeita coordenador da Secção de Investigação da Criminalidade Informática da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo da força policial.

Aquando das declarações no julgamento do processo Football Leaks era diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da PJ.

O Ministério Público confirmou que no âmbito do inquérito a correr termos no DIAP Regional de Lisboa realizam-se, esta quarta-feira, buscas em instalações da Polícia Judiciária.

No inquérito investiga-se a eventual prática dos crimes de abuso de poder e de falsidade de testemunho agravada.
As diligências de busca e apreensão em curso contam com a presença de diversos magistrados do Ministério Público, inspetores da Autoridade Tributária e peritos informáticos que coadjuvam a operação, e visam a recolha de elementos probatórios tendentes a confirmar ou infirmar os factos contantes da denúncia que deu origem ao inquérito”, acrescenta o comunicado enviado pelo Ministério Público.

O processo, que não tem arguidos constituídos, encontra-se em segredo de justiça.

Em comunicado, a PJ garantiu ter colaborado "com as autoridades judiciárias" nas buscas, "prestando todo o apoio necessário ao normal desenvolvimento das diligências".

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